Vitória dos trabalhadores do Hospital Modelo

Vitória dos trabalhadores do Hospital Modelo

Trabalhadores do hospital Modelo de Sorocaba encerram greve iniciada no dia 13, após assembleia realizada pela diretoria do Sinsaúde Após…

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Trabalhadores do hospital Modelo de Sorocaba encerram greve iniciada no dia 13, após assembleia realizada pela diretoria do Sinsaúde

Após reunião entre a diretoria do Sinsaúde e representantes do Notredame Intermédica (Hospital Modelo), realizada nessa quinta-feira, dia 14, um acordo de reajuste foi firmado para os trabalhadores que estavam em greve desde o dia 13.

A proposta foi aprovada pelos trabalhadores, que encerraram a greve após a assembleia dirigida pelos diretores do Sinsaúde, às 16h desta sexta-feira.

Os trabalhadores conquistaram a reposição da inflação e o tempo da paralisação não será descontado dos salários. O hospital se comprometeu, em documento assinado, a não fazer qualquer tipo de represália contra os funcionários que participaram da greve.

O reajuste será feito da seguinte forma: correção imediata do salário retroativo a maio, de 6% e a partir de setembro deste ano, será paga a correção acrescida de 3,8%, totalizando o reajuste de 9,8%.

 

“Foi uma grande vitória dos trabalhadores que enfrentaram a pressão da diretoria do hospital para conquistar seus direitos”, afirma o vice-presidente do Sinsaúde, Elielson Farias.

 


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Sindicalistas do Sinsaúde levaram na sessão desta terça-feira, dia 12, um cartaz com a foto de Antonio Carlos Matos, o auxiliar de enfermagem morto por um paciente psiquiátrico.

Milton Sanches, presidente do Sinsaúde fez um retrospecto do processo que culminou com a desinstitucionalização e denunciou os casos de violência contra trabalhadores da Saúde, muitos ocultados pelos próprios servidores, segundo ele, por medo. Também classificou como oportunistas aqueles que defenderam o fechamento dos hospitais psiquiátricos e afirmou que o TAC foi rapidamente assinado, sem discussão, o que prejudicou trabalhadores e pacientes.

 

“Não estamos aqui criticando o paciente e sim a irracionalidade das pessoas que dirigem a saúde neste país”, disse. Sanches afirmou que na teoria a desinstitucionalização é importante, mas que o projeto foi implantado “ao contrário”, ou seja, ao invés de se criar uma rede para atender os pacientes que estão saindo do hospital, fecharam os hospitais para que os pacientes procurem voluntariamente o Centro de Atenção Psicossocial (Caps). “Carlinhos não será apenas um número, uma estatística. Daqui para frente vamos lutar junto com os trabalhadores. Não basta jogar a culpa no TAC, é preciso fazer alguma coisa”, concluiu.

 


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Diretoria do Sinsaúde enfatiza que a morte do técnico de enfermagem, na manhã desta quinta-feira, dia 7, após ser esfaqueado por ex-paciente do Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, além de ser uma tragédia, demanda a responsabilização da Prefeitura no melhoramento do processo da política de desinternar pacientes.

“Desde o início da desinstitucionalização temos alertado que as famílias e responsáveis que recebem os pacientes precisam receber orientações e treinamento. Infelizmente, esse debate vem à tona agora depois de uma tragédia”, lamenta o vice-presidente do Sinsaúde Elielson Farias.

Ele conta que o Sindicato está organizando um ato em homenagem ao técnico de enfermagem, Carlos Antonio Matos, de 30 anos, que é de Guarapiara e vivia sozinho em Sorocaba.

 

“Aumentaremos o esforço de reivindicar da prefeitura o melhoramento desse processo de desinstitucionalização para não colocar risco à vida da população e dos profissionais da Saúde”, conclui.